Peter Rabbit, de Beatrix Potter




























O hit da páscoa hoje, nesta chuvinha, é o aplicativo para Ipad/ iphone Peter Rabbit. A história é em inglês, mas você tem a opção de desligar o som e ler você mesmo, então se os pais sabem inglês podem traduzir a história enquanto a criança brinca com o conteúdo interativo das páginas. Ou deixar as crianças ouvirem o som original, elas normalmente não se importam e acabam se familiarizando com as palavras. Além disso, os jogos são uma delícia: colorir, contar, relacionar objetos, etc. São voltados para crianças pequenas, a minha de 3 tem um pouquinho de dificuldade, mas consegue finalizar todos com uma certa ajuda minha.


© Letters of Note


Para quem não conhece, Peter Rabbit é um personagem da escritora inglesa Beatrix Potter e clássico da literatura infantil. O personagem foi criado em 1893 quando Beatrix escreveu uma carta (trecho abaixo) para o filho de 5 anos da sua antiga governanta que estava doente numa tentativa de distraí-lo e alegrá-lo. O primeiro livro foi publicado em 1902. As ilustrações são muito doces e delicadas e os livros todos são muito bacanas. O site oficial tem um monte de referências, páginas para baixar, imprimir e colorir (eu já estou imprimindo agora o meu spinner, que depois publico aqui.), fotos, uma tarde inteira de coelhos.

Pintura com mistura de texturas ; ) direto do app.

Os pais talvez já conheçam o filme Miss Potter, com Renée Zellweger e Ewan McGregor que conta a história de Beatrix e de como ela se apaixonou pelo seu editor. Uma comédia romântica bonitinha que introduz um pouco esse universo. Apropriado, também para quem está com sono, e quer comer uma pipoca, vendo um filminho leve enquanto ouve ao fundo o barulhinho da chuva.

10 coisas legais para fazer na Páscoa




























































































Oba! Um monte de coisas legais para animar a Páscoa:

  1. Cartão de Feliz Páscoa - Tutorial @ Twiggle Magazine 
  2. Orelhinhas de coelho @ Finley and Oliver.
  3. Piñata/ Quebra-panela de ovos da páscoa @ Oh Happy Day
  4. Arrumar a mesa do almoço com guardanapos-coelhos @ Martha Stewart
  5. Lembrancinha diferente - Adinoela Recebe
  6. Lanchinho em caixas de Kinder - Kailochic
  7. Bolo de cenoura de caneca @ Crescer 
  8. Cestinha reciclada @ Lia Griffith
  9. Coelhinho de papel para imprimir e montar @ Macula Tv
  10. Pegadas para a caça aos ovos - Imprima @Maenual

O Livro Branco, Troyart


Ganhamos de presente o livro O Livro Branco nº 1 - 6 Robôs Para Colorir e Montar, da Troyart e foi um sucesso. A montagem é simples, mas as crianças que ainda não lêem bem, vão precisar da ajuda dos adultos. Nos divertimos tanto que acabamos esquecendo de colar os adesivos. 
O livro vem com 6 robôs, 2 réplicas de cada uma das 3 versões e pode ser interessante fazer um enquanto a criança faz outro. Eu deixei a minha fazer um sozinha e fiquei supervisionando, preguiçosamente, mas mesmo os adultos podem sofisticar as técnicas e fazerem robôs realmente bem-feitos. Eles têm uma linha de robôs para montar feitos de acrílico também, que viram lindos Toyarts (e que duram muito mais, claro), olha!






































Mas não precisa esperar comprar o livro para montar o seu robô. Na internet existem vários modelos para baixar, recortar e montar!

Olha o Wall-e.
E essas máscaras de robôs aqui.

French Roast, de Fabrice Joubert



French Roast é o melhor curta de animação que vejo em muito tempo. Atrasada, claro, porque concorreu ao Oscar de curta de animação de 2010.

O filme é sobre um homem rico e esnobe que senta para tomar um café e, quando percebe que esqueceu a carteira e não tem dinheiro, usa a tática de ir pedindo vários cafés em quanto o dia passa, para adiar o momento de resolver o problema ou admitir sua falta de dinheiro. O filme é todo feito em um plano seqüência quase estático, mas um monte de coisas acontece na nossa frente. A direção de arte é muito inteligente e vemos quase toda a ação através de um espelho na parede atrás do personagem. Durante o dia, vemos passar diante dele, um mendigo, uma velhinha, um policial e um garçom  em uma situação muito engenhosa e engraçada. E durante o dia, este senhor tão cheio de orgulho, aprende um pouquinho sobre as aparências.



Dá para ver um pouco do processo de animação, desde os primeiros sketches de alguns personagens até a finalização do 3D, aqui.



O Coração e a Garrafa, Oliver Jeffers



Uma coisa que ainda não contei por aqui é que, além de escritora, traduzo livros. Comecei adaptando para o teatro, depois comecei a traduzir livros de ficção, e sem nem perceber, virei uma tradutora de infanto-juvenis.

Quando conheci os livros de Oliver Jeffers, mandei um e-mail para a Salamandra, editora que publica Jeffers no Brasil, dizendo que adoraria traduzir um livro dele. Alguns dias depois, chegou a resposta: tinham recebido The Heart and The Bottle e perguntavam se eu gostaria de traduzir.

Eu já conhecia o livro, porque tinha visto e me encantado com o trailler do aplicativo para Ipad, como postei aqui. Achei tão bacana e charmoso, mas como não tinha um Ipad na época (Ah, sim, ganhei um Ipad, viva!) não tinha ainda lido o livro, nem conhecia a história.




O Coração e a Garrafa é uma história linda sobre uma menininha, como as outras, curiosa e encantada pelas pequenas coisas. Até que um dia, perde uma pessoa e junto com ela, o apetite pelas coisas bonitas da vida. Para se proteger do sofrimento, resolve guardar o coração em uma garrafa. Mas como é esquisito, viver e crescer e seguir com uma garrafa pendurada no pescoço!






































Para mais um pouquinho de making of, clica aqui, e dá uma olhada em outro vídeo super legal. Este é mais antigo que o do meu outro post sobre o processo do Jeffers, bem da época do lançamento do livro em 2010.

Achados e Perdidos, Oliver Jeffers.




Conheci o trabalho do Oliver Jeffers, de um jeito curioso. Um dia, não lembro como, cheguei a este post aqui do Guardian, onde, como vocês podem ver na imagem acima, um ilustrador ensinava a desenhar um pingüim. (Sim, ainda uso trema. Sim, existe tenho uma certa obsessão de origem familiar por pingüins.)

Imagens de divulgação


Algum tempo depois, descobri que Oliver Jeffers também tinha uma certa obsessão por pingüins, e por escrever livros infantis maravilhosamente lindos. E aí começou a minha obsessão por Oliver Jeffers. Passear pelo site dele é de uma riqueza ímpar. Você pode ver o processo de criação dele nesse vídeo aqui embaixo.


Comprei 'Achados e Perdidos' primeiro. É a história um menino que encontra um pingüim na porta da sua casa e fica tentando levá-lo de volta para o lugar de onde ele veio. É sobre amizade, sobre a busca de um lar e sobre solidão e saudade. Escrito e ilustrado por Jeffers. Dá para ver o teaser do livro clicando aqui.



O livro também acabou sendo adaptado para um curta-metragem, produzido pelo Studio AKA e vencedor do BAFTA. Dá pra assistir, clicando aqui.

Como eu disse, Achados e Perdidos foi o primeiro Oliver Jeffers que eu comprei. Depois desse, vieram... todos os outros. Mas isso fica para o post de quarta-feira. ; )

Dica: como se livrar do lápis de cera na TV.

Via Apartment Therapy.
Dica para limpar a tela da TV das obras de arte dos pequenos. Ha!

{Novidade: Olha só dicas de como tirar marcas de lápis de cera em qualquer coisa e lugar! via Diylife.}

Kiwi, Curta-metragem de Dony Permedi.


Um post curtinho: o curta-metragem Kiwi, de Dony Parmedi.
Filme também bem curtinho, com apenas 3 minutos, que conta uma história lindinha sobre um passarinho que sabe o segredo de viver bem: se esforçar muito e ser capaz de olhar as coisas por outra perspectiva.
Dá para ver com os pequenos, porque apesar de o curta ser americano, não tem diálogos.

Para assistir, clica aqui.

Coleção Pequenos Leitores - Jane Austen, Shakespeare e Lewis Carroll para pequeninos


Esta coleção fantástica quase chegou atrasada demais aqui em casa. Há alguns meses atrás, eu estava indo para o aniversário de 3 anos uma amiga da minha filha e pensei em comprar essa coleção para levar de presente. 
A coleção vem dentro de uma caixinha e lacrada com plástico. Simpatizei, mesmo assim. Quando entreguei para a vendedora, ela me olhou como se eu fosse louca: "Orgulho e Preconceito para uma criança de 3 anos?". "Mas é uma coleção especial", pensei. Desencorajada, coloquei a caixinha de volta na prateleira. 


Algum tempo depois, vi a coleção original, em inglês, na Amazon. Aí descobri queeles eram Board Books, originalmente. Aqueles, duros de papelão, para crianças pequenininhas. E voltei a achar que estava certa na minha intuição. Comprei aqui para casa e para o blog. E descobrimos três livros lindos, que levam a criança para os mundos de Alice, Romeu e Julieta e Orgulho e Preconceito, mas não são resumos convencionais das histórias. Elas sãõ contadas, visualmente, por símbolos, associando números ou cores com os personagens e as situações das narrativas. A série foi escrita por Jennifer Adams com ilustrações de Alison Oliver.



Acho que a edição brasileira da Nova Fronteira, apesar de ser super delicada, tem um pequeno problema de marketing x design. Primeiro porque como os livrinhos têm encadernação normal, de papel, não associamos a coleção ao público alvo. E porque a caixinha para protegê-los vem lacrada, acaba desencorajando quem gosta de ver o que está levando para os seus filhos ou não conhece a edição. Mas puxa, não percam, são livros lindos e educativos para as crianças que estão aprendendo os números e as cores e, de brinde, levam os pequenos para os mundos interessantíssimos dos clássicos.

Chico Buarque para crianças


Chico Buarque sempre foi o cantor favorito da minha mãe e, para mim, era uma espécie de sinônimo de canções de ninar. Quando as minhas irmãs nasceram, mais uma vez, eu via todas as noites a minha mãe cantando as músicas de Chico para elas. Ainda hoje me atrapalho quando vou cantar "Boi da Cara Preta" e esqueço a letra.
Desde que a minha filha nasceu, eu canto muito pra ela dormir. Não é que ela precise. Eu é que muitas vezes uso esse pretexto para cantar. E assim Chico Buarque foi entrando no nosso repertório noturno, discretamente.
Mas aí há algum tempo atrás, no ano passado, aqui em casa, começaram os medos oficiais infantis: Medo de escuro, medo de ficar sozinha, medo de abelha, medo das folhas de árvore no chão, do barulho do vizinho, do lobo.
Acabei lembrando da Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque, clássico premiado e muito presente na minha infância e comecei a cantar as músicas pra ela (que, eu nem lembrava que sabia ainda). Logo depois, passeando na livraria descobri que desde 1997 (o livro é de 1979, assim como eu) a edição tem as ilustrações são de Ziraldo. Cereja para o bolo! (Bolo? Lobo. Bolo-bo-lo-bo.)
A Chapeuzinho Amarelo é uma menina que tem tanto medo, mas tanto medo e o maior medo que ela tem é o medo do medo que tem. Quando ela se depara, de fato, com o lobo, percebe que o medo nem era tão real assim. Dêem uma olhada na contação da Carol Levy no YouTube (senti falta das músicas originais do Chico, mas o vídeo é super bacana) Ah, e claro que não vale substituir o livro pelo vídeo, vocês sabem, mas gosto de associar atividades diferentes ao que lemos, para facilitar para os pequenos. Por exemplo, tem uma análise linda desta edição aqui para os pais enriquecerem a contação e atividades para fazer com as crianças aqui.
Temos o livro há alguns meses e sempre faz sucesso. Esses dias, no entanto, em uma noite de virose e dor de garganta, coloquei Chico para ninar a minha filha para mim, no YouTube. Ficamos acordadas horas e horas vendo o show, ela atenta a cada palavra. E, que surpresa, nos últimos dias, na hora da TV, ela não pede mais Dora, a Aventureira; nem A Casa do Mickey; nem Caillou. Agora quer assistir Chico Buarque (Ela é Dançarina e A Ilha de Lia, são os hits da estação). Às vezes ela improvisa, cantarolando as palavras que mais escuta e se sai com umas coisas tipo "eu sou funcionário da Mangueira, larilá"...
Claro que às vezes me deparo com alguns problemas quando ela pede para eu explicar a letra de Cálice, por exemplo, ou canta o refrão de Geni e o Zepellin. Mas consegui transformar a ditadura e o bullying em algo que ela conseguiu reconhecer e se relacionar. E relaxei pensando que "a cuca vai pegar" sem dúvida é mais traumatizante. E muito menos rico.



365 Histórias Para Dormir, Disney



































Descobri esses dias um livro chamado 365 Histórias para Dormir, da Disney. Cada dia do ano tem uma história com os personagens de algum filme da Disney. As histórias são super bonitinhas e os personagens familiares deixam as crianças felicíssimas.
Não é normalmente a minha primeira opção escolher livros que as crianças poderiam escolher sozinhas, especialmente os de personagens dos desenhos populares, que são sempre as opções naturais das crianças ao entrar na livraria. Mas neste caso, achei a idéia das histórias diárias muito bacana e adorei ver os personagens mais clássicos da Disney e não só as princesas cor-de-rosa - se a sua menina adora as princesas cor-de-rosa, não se preocupe, elas também estão todas lá, só que junto com o Robin Hood, Stitch e os Três Porquinhos.
É verdade que achei a tradução um pouco dura, especialmente para crianças do tamanho da minha (talvez seja mais bacana para crianças entre 5 e 7 anos, mas talvez seja uma percepção minha, porque a minha de 3 adora mesmo assim). Eventualmente substituo algumas palavras para mudar um pouco o ritmo e facilitar a compreensão. De qualquer maneira, a hora de dormir aqui em casa ficou muito mais fácil diante da expectativa de qual será a história do dia. Inclusive, passei a ouvir uma frase inédita: "Mamãe, quero ir dormir!".
Investigando mais sobre o assunto, descobri alguns outros livros com a mesma idéia, como por exemplo o 365 Histórias para sonhar, que dá para visualizar neste videozinho da Estante Mágica e que parece ser mais apropriado para as crianças menores, entre 2 e 4 anos. Ou para os pais mais impacientes, porque as histórias são bem mais curtinhas e aparentemente mais simples. ; ) Vai ser a próxima aquisição da casa.




Sneak, App



Sneak!

Depois de uma temporada de virose mutante coletiva, a gente aprende algumas coisas. Algumas, como: nunca tome ciprofloxacina para viroses intestinais, não são muito relevantes aqui.

Outras e aqui incluo o Sneak, talvez ajudem vocês.

O problema com as viroses coletivas é que - além de toda a chatice e angústia de ficar doente e de ver seu filho doente - as viroses faz com que as crianças não vão para a escola, obviamente, e como faz um adulto sem voz e com dor de cabeça para entreter uma criança?
"Mamãe, conta uma história?" Eu aponto em sinal de falência para a minha garganta.
"Mamãe, vamos dançar?" Meu corpo dói só em pensar.
"Mamãe vamos assisitir Dora em loop?" A cabeça pulsa.


Se você tem um Ipad funciona bem melhor, mas improvisei com o meu telefone e foi legal.

A idéia do jogo é brincar de esconde-esconde com um monstrinho e tentar se aproximar dele, sem que ele perceba, para tirar uma foto (clicando na tela você tira uma foto dele e ele, uma sua!).

Além de ser fofo e divertido, faz as crianças ficarem em silêncio e andando suavemente pela casa.
Por alguns segundos.